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PRÓXIMA PARADA NA ESTÔNIA
24 à 30 de Maio

O mercado de trabalho mudou drasticamente nos últimos anos. Se a forma como nós trabalhamos mudou, as empresas também mudaram sua forma de contratar novos talentos. Com isso, os bons profissionais também mudam a maneira como pensam suas progressões de carreira. Hoje, os planos de carreira mais tradicionais perderam espaço e são poucos os colaboradores que querem seguir a escada corporativa. Com o avanço da inteligência artificial, as competências tradicionais estão dando lugar a habilidades híbridas e versáteis – e o peso delas nos currículos já é maior do que certificados e diplomas clássicos.

As empresas estão julgando e valorizando os candidatos mais pelo que eles sabem fazer, e não só por onde eles trabalharam o estudaram.

O LinkedIn divulgou, na última terça-feira (24), a lista de Habilidades em Alta de 2026. O levantamento da rede social identifica as competências que mais crescem no país e que devem ganhar protagonismo ao longo do ano. O estudo reflete um mercado em rápida evolução, em que a transformação digital, o avanço da inteligência artificial e a reconfiguração das carreiras tradicionais vêm redefinindo as habilidades mais valorizadas por empresas de diferentes setores.

A lista é feita usando dois critérios como base: o quanto uma competência foi adicionada nos perfis dos usuários, e o índice de contratação dos profissionais que a possuem.

Em outras palavras, a quantidade de pessoas que possuem certa skill e o êxito de contratação que ela lhes trouxe. Para entrar na lista, as competências devem ter representação e atividade suficientes durante o período analisado. Foram excluídas do ranking as competências linguísticas, as digitais básicas e aquelas muito gerais. Segundo o LinkedIn, “a lista foi elaborada agrupando as competências individuais em categorias mais amplas, com base em funções, áreas técnicas ou casos de uso.”

Esse cenário amplia oportunidades, mas também torna as expectativas do mercado mais complexas.

Segundo pesquisa do LinkedIn, um em cada cinco profissionais no mundo afirma que a falta de qualificação adequada dificulta sua busca por emprego.

O dado evidencia o ritmo acelerado dessa transformação: à medida que funções incorporam inteligência artificial, novos sistemas e decisões orientadas por dados, cresce a necessidade de competências mais especializadas e estratégicas.